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Quém é Manuel Beja!

O Ex.mo Sr. Manuel Beja, é o Conselheiro das Comunidades portuguesas na Suíça...

Presidente da Comissão dos Fluxos Migratórios do Conselho Comunidades Portuguesas (CCP).

De seu nome: Manuel Afonso Lourenço Beja

quinta-feira, 17 de março de 2011

Trabalhadores consulares vão entrar em greve na suíça

Sabe-se que a situação salarial dos trabalhadores consulares, professores e outros funcionários do Estado português em actividade na Suíça, se agrava há vários meses, sem que o Governo Sócrates / PS “mexa uma palha” para a sua solução. A indiferença e o reconhecido desdém dos actuais governantes perante a precária situação financeira dos seus funcionários, provocada pela diferenciação cambial e os actuais cortes orçamentais, merecem, por parte da comunidade portuguesa residente na Suíça a total condenação. O Governo português não está a honrar com os seus compromissos, garantindo, como é sua obrigação, os meios de sustentabilidade necessários aos funcionários em actividade no exterior. Senão, vejamos, considerando as perdas cambiais e os cortes salariais, em média, os salários dos funcionários consulares rondam um pouco mais de três mil francos suíços, menos que o salário mínimo garantido a um trabalhador da indústria hoteleira. Deste montante, mais de 60 por cento, são destinados a pagamento das rendas dos alojamentos, fora o resto. Com salários deste valor é impossível viver condignamente na Suíça. A ameaça de greve, no decorrer do mês de Março, dos funcionários consulares e diplomáticos da embaixada em Berna, consulados de Genebra, Zurique, os escritórios em Lugano e Sion e a delegação da ONU, é mais do que compreensível; “é a última alternativa que lhes resta”. Para além da prevista greve, as autoridades portugueses tiveram conhecimento, na sequência de um abaixo-assinado que lhes foi entregue, do provável envio de uma carta de denuncia da situação a Micheline Calmy-Rey, Presidente da Confederação Helvética e Ministra dos Negócios Estrangeiros Suíça, “explicando a situação de precariedade em que vivem os funcionários consulares portugueses neste país.” Se tal acontecer, a imagem de Portugal fica ao nível das “repúblicas das bananas”, longe, muito longe, da imagem digna de Portugal parceiro internacional respeitado, um país moderno, na linha da frente da União Europeia. A realidade é amarga! Ao ser mantida por muito mais tempo pode levar as famílias dos funcionários a terem de recorrer à assistência social local. O Governo Sócrates / PS sabe disso e não age. Perante o facto, das duas, uma, ou estamos presente um Governo que está a dormir, ou que pretende alastrar a guerra social contra os trabalhadores e a população portuguesa para fora das suas fronteiras. Também pode ser as duas coisas! Estamos certos que os trabalhadores consulares vão conseguir superar os desânimos, as resignações, os medos, e lutar contra este estado de coisas. E, não esqueçam, serão mais fortes com a solidariedade dos utentes, com a solidariedade comunidade portuguesa. É preciso derrotar esta política que a todos penaliza.
Vamos dar uma volta a isto!

Manuel Beja
Conselheiro das Comunidades Portuguesas / Suíça

manuel.beja@bluewin.ch

Ensino da Língua e Cultura Portuguesa na Suíça vão os professores optar pelo regresso?

O descontentamento entre os professores, trabalhadores consulares e outros funcionários do Estado português na Suíça, é enorme! Desde dos finais do ano 2008, têm sido prejudicados por perdas salariais a rondar os milhares de francos anuais, que decorre da depreciação do euro em relação ao franco suíço. A partir do mês de Janeiro com o aumento do custo de vida e o corte salarial de dez por cento, medida enquadrada num pacote de decisões do Governo, com o argumento do endividamento
e a necessidade de se repor o equilíbrio financeiro do país, os professores do ensino da Língua Portuguesa na Suíça, vão ser fortemente afectados. Em carta enviada à Presidente do Instituto Camões, Fernanda Laborinho, o Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, alerta para o facto da conjunção dos dois factores - redução salarial e câmbio desfavorável – “colocar em causa” a subsistência dos professores, com um mínimo de dignidade, se torna praticamente impossível. Em consequência do acima exposto, vários docentes que exercem actualmente funções docentes na Suíça
vêem-se na contingência de regressar às suas escolas de origem em Portugal, a meio do ano lectivo, dado não ser possível, com o actual vencimento, fazer face as despesas mais básicas.” Ora, o regresso às escolas de origem, significa, para o sindicato, “haverá na Suíça, pais onde um professor lecciona grupos de número superior a cem alunos - largo número de luso-descendentes - que ficarão sem aulas a meio do ano lectivo, e certamente esse número aumentará no termine do ano escolar, pois o número de professores obrigados a optar pelo regresso será ainda maior” Se isso acontecer a continuidade dos cursos de LCP na Suíça fica em causa. No quadro das competências do Conselho das Comunidades Portuguesas, (órgão consultivo do Governo), os conselheiros eleitos pela Suíça desde há muito que emitem pareceres favoráveis a uma solução do problema cambial, sem que qualquer sinal de entendimento lhes chegue de Lisboa. Na verdade, dezenas de professores, funcionários consulares e outros profissionais em actividade na Suíça, ligados por vínculos contratuais ao Estado, encontram-se
em situação muito desfavorável no respeitante ao problema cambial, agravado, agora, com o corte
salarial de 10%. Tudo isto junto trará consequências extremamente negativas, não só para os docentes e trabalhadores consulares, utentes, e particularmente as crianças, pois ficarão sem aulas.

Manuel Beja
Conselheiro das Comunidades Portuguesas / Suíça


manuel.beja@bluewin.ch

sábado, 6 de novembro de 2010

Manuel Beja: Obrigado a mudar de nome...

Conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça

Nasce um homem e dão-lhe um nome. Com o tempo, os burocratas entendem que o nome não é compatível com as novas normas de Schengen e, no exercício de uma autoridade excessiva, decidem mudar o nome a uma pessoa. Pedidas as explicações e as respectivas responsabilidades, não as querem assumir. O caos é perfeito!

Nas vésperas do Natal recebi em casa uma carta do departamento de controlo de habitantes do meu bairro com o pedido de renovação da autorização de residência. Fiel ao princípio de cumprir com os meus deveres desloquei-me ao respectivo serviço. Em trinta e sete anos de residência na cidade de Zurique nunca faltei à chamada.

Como milhares de outros imigrantes da primeira geração passei por todos os escalões de “permis”. Quatro anos com a autorização temporária de residência “A”, concedida após o controle sanitário na fronteira. Dez anos com o “B”, renovável no final de cada ano e, finalmente, até aos dias de hoje, portador das autorizações de residência “C”, renováveis todos os cinco anos.

Por imposição das autoridades locais, este modesto pagador de impostos ficou registado com o nome do lado do pai Beja e também com o apelido de Manuel, (Beja Manuel) uma adaptação ao sistema suíço do nome que me deram e registaram em Portugal. E assim tenho vivido com o nome que tenho e com o qual sou feliz!

Para o bom funcionamento dos serviços pago com este nome, os impostos, as multas à polícia pelas infracções ao código da estrada, abri as contas bancárias, assinei os contratos com as companhias seguradoras, a AVS, a Caixa de Pensão, o seguro de vida. Está escrito numa chapa metálica à entrada do meu apartamento, registado nos correios, nas empresas onde trabalhei, nos hospitais e clínicas onde me curei, no registo civil onde me casei, no tribunal onde decorreu o divórcio, com este nome conduzo o meu automóvel, e por aí fora, a lista é longa!

Faria verdadeira fé pensar que até ao fim dos meus dias me chamaria com o nome que tenho. Quem conhece o mundo da papelada sabe quanto é importante manter-mos tudo na melhor ordem, nome oficial inclusive!

Ora, voltando ao controle de habitantes do meu bairro, uma súbita angústia apertou-me a garganta quando a simpática funcionária me atirou de rajada as seguintes palavras: a partir de agora o senhor fica a chamar-se (Lourenço Beja Manuel). Até o segundo nome próprio de Afonso, uma homenagem dos meus pais ao meu padrinho de baptismo, ficou de fora.

- Como assim! – lhe respondi eu. Palavra puxa palavra e a tarde de antevéspera do Natal estragou-se por completo. Fui depois informado que, não aceitando a mudança, e não aceito, deveria apresentar reclamação ao departamento de Integração do Cantão de Zurique e abandonei o secretariado da junta de freguesia com a ameaça de alteração de nome na documentação oficial suíça.

A caminho de casa fui pensando… que diabo! Que culpa tem o imigrante, cidadão pagador de impostos, das diarreias mentais dos burocratas que pariram as aplicações dos acordos de Schengen ? Francamente!

Acontece, no entanto, que esta absurda orientação não afecta uma, ou algumas escassas pessoas, perturba, isso sim, milhares de imigrantes da primeira geração; espanhóis, italianos e portugueses, entre outros.

A medida implica e determina, mudanças significativas nos relacionamentos com as instituições oficiais e privadas, modificações no círculo laboral e social, riscos na perda do seu historial imigrante e muito da sua cultura de identidade, para além dos evidentes prejuízos financeiros.

Fazemos parte de uma geração que muito lutou pelos seus direitos, soube e sabe cumprir com os seus deveres e ajudou a construir a Suíça de hoje e do futuro. Apesar do incómodo do problema creio que seriamos merecedores de todos os louvores e não de brincadeiras de mau gosto que ferem a nossa dignidade.

Manuel Beja

Conselheiro da Comunidade Portuguesa na Suíça

Arca de Regensdorf: Conselheiro das Comunidades Portuguesas e Quelhas...5


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Conselheiro das Comunidades diz que saídas do país são comparáveis à década de 1960

2010-02-17
Estimativas reveladas pela Pastoral das Comunidades de Língua Portuguesa da Europa, organismo da Obra Católica Migrações, indicam que saem anualmente do país entre 90 a 100 mil portugueses. Têm como principais destinos o Reino Unido, Suíça, França e Luxemburgo. O diagnóstico sublinha que a nova vaga de emigração portuguesa é protagonizada por jovens com formação académica, técnica e profissional, diferente das que ocorreram nos anos 60 e 70 do século passado. Uma informação que encontra eco nas palavras de Manuel Beja, conselheiro e presidente da Comissão Especializada de Fluxos Migratórios do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), que afirma serem sobretudo jovens quadros técnicos, os portugueses que têm vindo a abandonar o país. O conselheiro vai mais longe e diz que a situação actual só é comparável ao aumento da emigração registado na década de 1960. Uma afirmação contestada pelo deputado socialista Paulo Pisco, que afirma não haver qualquer aumento da emigração portuguesa em termos globais.
Em declarações à rádio TSF, Manuel Beja, afirmou que a situação actual só é comparável ao aumento da emigração registado na década de 1960, sublinhando que, ao contrário do que aconteceu há 50 anos, agora são os mais preparados que estão a abandonar o país. "O fenómeno dos quadros, com a intensidade com que se está a desenvolver, é algo único nesta fase de saída de portugueses para a emigração. Há muitas organizações não-governamentais que indicam que Portugal nunca traçou uma fase de tão elevado número de saídas. Esta fase é em tudo semelhante aos finais da década de 1960, a época da chamada «mala de cartão». São desempregados que têm esperança de encontrar um posto de trabalho noutros países, sendo muitos deles quadros técnicos e científicos", explicou o conselheiro das comunidades.
Manuel Beja diz que os destinos de emigração também mudaram, notando-se um acréscimo nas viagens para a Ásia e o norte de África. "Temos experiências obtidas junto de emigrações sobretudo no norte de África, como no Dubai, na Argélia, novos destinos de emigração. Em Angola, por exemplo, há 100 mil novos emigrantes que foram para lá trabalhar. Há um aumento das saídas do país, muito provocado pelo desemprego, o que quer dizer que algo vai mal", alertou.

Menos 200 mil em alguns países

Afirmações contestadas por Paulo Pisco. Num comunicado enviado a O Emigrante/Mundo Português, o deputado do PS eleito pelos círculos da Emigração, afirma que "ao contrário" das declarações proferidas por Manuel Beja, "não há qualquer aumento da emigração portuguesa em termos globais". Para o parlamentar socialista, apenas há a registar que entre 2005 e 2008 "houve cerca de 575.000 portugueses que decidiram deixar seis países onde estavam a viver, contra cerca de 360.500 que optaram por sair de Portugal para se instalarem em 13 países, entre aqueles que actualmente estão entre os mais representativos dos fluxos migratórios portugueses".
Paulo Pisco acrescenta que uma análise aos dados do Observatório da Emigração, sobre 19 países "que podem ser considerados dos mais representativos" em termos de emigração portuguesa, revela "um recuo na presença portuguesa em diversos países superior a 200 mil cidadãos, que, em alguns casos, poderão até ter ido para outros países sem regressarem a Portugal".
Como exemplo, baseando-se nos dados do Observatório da Emigração relativamente aos fluxos migratórios entre 2005 e 2008, refere ter havido "uma diminuição em termos globais da presença de portugueses em França (menos 224.000), Venezuela (menos 133.000), África do Sul (menos 100.000), Macau (menos 18.000), Alemanha (menos 2.000) e Bélgica (menos 500)".
"Em contrapartida, verificou-se um aumento da presença de portugueses no Reino Unido (100.000), Estados Unidos (90.000), Canadá (53.000), Espanha (49.000), Suíça (30.000),Luxemburgo (11.000), Holanda (1.200), Andorra (1.800). Há também um aumento do número de portugueses em países africanos de expressão portuguesa como Angola (mais 15.000), Moçambique (5.300), Cabo Verde (1.500), S. Tomé e Príncipe 1.600) e Guiné-Bissau (1.100)". Perante os dados, o parlamentar socialista conclui que o saldo entre as saídas dos países de acolhimento e as de Portugal "revelam a existência de menos 215.000 portugueses a viver no estrangeiro". Paulo Pisco afirma ainda no comunicado que a opinião apresentada pelo conselheiro Manuel Beja é "inconsistente e sem rigor" porque "não é sustentada em dados objectivos".

Mais e «diferentes» emigrantes

Mas num encontro realizado entre 8 e 10 de Fevereiro em Londres, responsáveis da Pastoral das Comunidades de Língua Portuguesa da Europa, afirmaram que saem anualmente do país entre 90 a 100 mil portugueses. São "muitos portugueses" que emigram "pela primeira vez" particularmente "para o Reino Unido, Suíça, França e Luxemburgo", revelam nas conclusões do encontro. No mesmo documento, depois de analisarem a realidade da emigração actual e a situação concreta em cada país, os sacerdotes acrescentam que a nova emigração é diferente da do passado e constituída "essencialmente" por jovens "com formação académica, técnica e profissional", muitos dos quais "levam consigo todo o agregado familiar, com filhos muito pequenos, em idade escolar".
No encontro esteve presente o director da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Fr. Francisco Sales Diniz, e delegados do Reino Unido, Alemanha, França, Suíça, Luxemburgo, Bélgica e Holanda. A reunião foi dirigida pelo presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, D. António Vitalino Dantas, e contou com a visita de D. Patrick Lynch, Bispo auxiliar de Southwark, entre outros responsáveis religiosos e civis. A próxima assembleia vai realizar-se de 21 a 24 de Fevereiro de 2011, na cidade alemã de Friburgo.
A.G.P.

Mundo Português, aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Paulo Pisco diz que emigração não está a aumentar

2010-02-10
Num comunicado enviado às redações, o Deputado socialista Paulo Pisco, contesta as declarações proferidas pelo Presidente da Comissão de Fluxos Migratórios do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) e diz que "não há qualquer aumento da emigração portuguesa em termos globais".

Numa entrevista ao jornal Público da semana passada, o Conselheiro Manuel Beja tinha dito que "é preciso recuar até à década de 1960 para encontrar uma vaga de emigração tão grande em Portugal".

"Há a registar, isso sim, que entre 2005 e 2008 houve cerca de 575.000 Portugueses que decidiram deixar seis países onde estavam a viver, contra cerca de 360.500 que optaram por sair de Portugal para se instalarem em 13 países, entre aqueles que actualmente estão entre os mais representativos dos fluxos migratórios portugueses".

"A opinião apresentada pelo Conselheiro das Comunidades Portuguesas é totalmente inconsistente e sem rigor, na medida em que não é sustentada em dados objectivos, dando de Portugal uma imagem que não corresponde à realidade e muito menos ao estereotipo da ‘mala de cartão'" afirma Paulo Pisco.

Depois, o Deputado esplica que "na comparação dos dados do Observatório da Emigração dos fluxos migratórios

entre 2005 e 2008 consta-se uma diminuição em termos globais da presença de Portugueses em França (menos 224.000), Venezuela (menos 133.000), África do Sul (menos 100.000),... Em contrapartida, verificou-se um aumento no Reino Unido (100.000), Estados Unidos (90.000), Canadá (53.000), Espanha (49.000), Suíça (30.000), Luxemburgo (11.000), Holanda (1.200), Andorra (1.800)".

Perante estes dados, Paulo Pisco diz que "conclui-se objetivamente que o saldo entre os abandonos dos países

de acolhimento e as saídas de Portugal revelam a existência de menos 215.000 Portugueses a viver no estrangeiro".

"Quanto aos fluxos migratórios no espaço da União Europeia, é preciso considerar a abertura das fronteiras, a liberdade de circulação e estabelecimento e a igualdade de direitos consignados no Tratado da União Europeia, bem como toda a panóplia de programas e acordos que incentivam a mobilidade profissional" diz Paulo Pisco.

Lusojornal, aqui, edição de 10 de Fevereiro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Presidente da Comissão dos Fluxos Migratórios do Conselho Comunidades Portuguesas (CCP), na edição de hoje do "Diário da Manhã" da TVI às 9h

Blogue MEP Comunidades

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010
Presidente da Comissão dos Fluxos Migratórios do Conselho Comunidades Portuguesas (CCP), na edição de hoje do "Diário da Manhã" da TVI às 9h

O Sr. Manuel Beja, Conselheiro das Comunidades Portuguesas da Suiça e Presidente da Comissão dos Fluxos Migratórios do CCP, irá participar hoje (04/02/2010) no "Diário da Manhã", da TVI, às 9h.

O mesmo Conselheiro foi também entrevistado por Ana Cristina Pereira, do jornal Público, a propósito do importante fluxo migratório ainda existente.

Aqui fica a ligação deste artigo:
http://www.publico.pt/Sociedade/movimento-emigratorio-actual-comparado-ao-da-decada-de-60_1421033

Neste artigo, o Sr. Manuel Beja diz que é preciso recuar até à década de 1960 para encontrar uma vaga de emigração tão grande em Portugal.

Os nosso dirigentes políticos não podem ignorar esta realidade. Eles deveriam anunciar o plano para as comunidades se ele existe ou então elaborar um verdadeiro plano e depois comunicá-lo ao País.

http://mepcomunidades.blogspot.com/2010/02/presidente-da-comissao-dos-fluxos.html?showComment=1266449805147_AIe9_BHjByKLlQOZX9TekSmC2wS4Y50QkfI_stVZOJmRYW3OSEg_hIuhpv1YvFoU_OcfuIgWmKT7s7RUkqFt8Yklzx8gNL4zdbTI3etr4DFJ_CFab13w5yAiHA9_TA1pQgmDEfQzVprf3J-6ltZGZmKbycHIAxtU6ZcuGHH9OG-sa-HVYS7WT-5AnvDQGGUTSfjDoB7o0NlWAzu4WBSwrPNIuorMcexVb24yi8PhBedH-GO4s7yGoDD2MAKaoUpyQ96z5cLoqzUa#c468853508135313942

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Desemprego entre portugueses sobe em setembro na Suíça

Agência Lusa

Lisboa, 23 nov 2009 (Lusa)

- O desemprego entre a comunidade portuguesa residente na Suíça atingiu, em setembro, o maior número dos últimos anos e já afeta mais de 7.500 portugueses, segundo dados oficiais do governo suíço.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Economia suíça (Seco), em setembro havia 7.657 desempregados portugueses na Suíça, o que significava 6,2% do total nacional.

Este número é superior ao registrado em 2008, quando existiam 5.745 desempregados (5,7%).

A comunidade portuguesa é a segunda mais atingida pelo desemprego, atrás da italiana, que tem 8.248 desempregados.

Procurada pela Agência Lusa, Mónica Ferreira, sindicalista do UNIA, o maior sindicato da Suíça, atribui o aumento do desemprego entre os portugueses à "crise econômica e social que há de momento em toda a Europa".

"Os portugueses trabalham em setores como a construção e limpezas. Setores onde se sente a crise", acrescenta.

A falta de formação e o desconhecimento das línguas faladas na Suíça são outros fatores apontados pela sindicalista para o aumento do desemprego.

"Os portugueses estão a ver que é importante aprender a língua, seja o francês, seja o alemão. E há também um grande interesse na formação contínua porque perceberam que ajuda a manter o posto de trabalho", diz Mónica Ferreira.

Nova alta

À Lusa, o conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça Manuel Beja disse que acredita que, até o fim do ano, haverá "uma nova subida, dada a situação das atividades sazonais, muito particularmente no ramo da construção".

"A construção civil vai ficar estagnada por causa das condições climáticas. Acontece todos os anos. Alguns trabalhadores regressam nessa altura a Portugal, mas os que podem pedir seguro-desemprego, pedem", explica.

Beja disse ainda que os portugueses mais afetados pelo desemprego "estão ligados à indústria" e que a maioria tem idades superiores a 45 anos.

"Centenas destes compatriotas e suas famílias estão a atravessar graves dificuldades financeiras, o que os leva a pensar no regresso", acrescenta o conselheiro.

Procurado pela Lusa, Manuel de Matos, da Embaixada de Portugal na Suíça, confirma que a taxa de desemprego entre os portugueses é "crescente", especialmente entre os que não têm formação.

"Há a tendência de um aumento significativo do desemprego para os que não têm formação profissional", afirma.

Manuel de Matos disse ainda que a embaixada tem trabalhado para "tentar convencer os portugueses a fazer formação profissional".

"Quem não a tem, não tem emprego no futuro", defende, acrescentando que "quando há desemprego, os primeiros a serem atingidos são os que menos formação têm".

Atualmente, 204.886 portugueses moram na Suíça, segundo números oficiais do governo português.

http://economia.uol.com.br/ultnot/lusa/2009/11/23/ult3679u8176.jhtm

Mais de 10 mil jovens licenciados portugueses emigraram para a Suíça em 2009

Bomdia.lu

Segunda, 23 Novembro 2009 10:11

Jovens, com habilitações académicas superiores e à procura do primeiro emprego são o perfil da "nova vaga" da emigração portuguesa para a Suíça, que está a aumentar, tendo mais de dez mil portugueses chegado àquele país no último ano.

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Economia suíça (SECO) divulgados recentemente, entre Agosto de 2008 e Agosto de 2009, chegaram ao país 10.520 portugueses.

Apenas os alemães chegaram em maior número à Suíça durante esse ano, indica a SECO.

Contactado pela Agência Lusa, o conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça Manuel Beja disse que "estão a chegar mais (portugueses) do que estão a sair" do país.

"Chega uma média de 1.300 portugueses por mês, de acordo com estatísticas suíças", indicou o conselheiro, afirmando que estão a chegar "muitos jovens com boa formação, a maioria à procura do primeiro emprego".

"É uma emigração totalmente diferente da primeira geração de pessoas", sublinhou.

Segundo Manuel Beja, "esta nova vaga de jovens com qualificações verifica-se nos últimos três ou quatro anos" e é o resultado do "fenómeno muito recente da crise económica que Portugal atravessa".

Os contratos de curta duração, os recibos verdes, os salários baixos e a falta de perspectivas de futuro em Portugal são os motivos que levam esses jovens a emigrar, indicou o conselheiro.

Manuel Beja disse que a maioria vai para a Suíça francesa "por questões linguísticas", mas também estão a chegar muitos à Suíça alemã.

Apesar das boas qualificações, o conselheiro disse que nem tudo é fácil e muitos também têm dificuldade em arranjar emprego por causa da crise, que afecta igualmente o país.

"Conseguem trabalhos passageiros, que não lhes dão muitas garantias. Para trabalhos fixos está muito complicado", acrescentou.

Em declarações à Lusa, Manuel de Matos, da Embaixada de Portugal na Suíça, disse que o aumento dos emigrantes é visível, mas admitiu que o número de portugueses que chegam ao país pode ser ainda superior aos divulgados pelas autoridades suíças.

"Os número não são reais porque os (portugueses) que estão menos de um ano não são contabilizados e os trabalhadores com contratos temporários não são abrangidos", realçou.

Manuel de Matos disse ainda que há uma "tendência crescente da população portuguesa na Suíça", que se situa num aumento anual entre cinco e sete por cento.

De acordo com os dados da SECO, residem actualmente na Suíça 203.082 portugueses, que são o terceiro maior grupo depois dos italianos (289.650) e alemães (245.249).

http://www.bomdia.lu/index.php?option=com_content&view=article&id=5030:Mais%20de%2010%20mil%20jovens%20licenciados%20portugueses%20emigraram%20para%20a%20Su%C3%AD%C3%A7a%20em%202009&catid=74&Itemid=113

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Suiça: Decisão de autoridades de restringir vistos de trabalho poderá afectar portugueses

Mundo Português

Segunda-Feira, 18 Maio de 2009

O aumento do desemprego na Suíça poderá levar as autoridades do país a limitar os vistos de trabalho a imigrantes provenientes de 17 países da União Europeia (UE), incluindo Portugal, noticiou a Lusa. Entretanto, Manuel Beja, conselheiro das Comunidades Portuguesas naquele país acredita que a eventual decisão deverá afectar apenas os novos candidatos a imigrantes no país.

A medida, prevista numa cláusula de protecção dos acordos bilaterais que a Suiça mantém com a UE, deverá afectar apenas os chamados vistos B, com duração máxima de cinco anos, atingindo sobretudo as duas maiores comunidades de imigrantes no país, alemã e portuguesa, refere a Lusa, com base em notícias divulgadas pela imprensa suiça.
Nos últimos meses, o desemprego no país aumentou de 2,6 para 3,5 por cento, e a ministra da Justiça suíça, Eveline Widmer Schlumpf, já foi encarregada de examinar a possibilidade de reduzir as quotas dos trabalhadores comunitários. O assunto entrou na agenda política do país após a SECO ter registado 136.700 desempregados na Suíça no último mês de Abril (3,5 por cento da população activa).
O porta-voz do Ministério da Justiça suiço, Philippe Piatti, confirmou na semana passada à agência de notícias helvética (SDA) que o Conselho Federal, “baseado nas mais recentes estatísticas do mercado de trabalho e dos fluxos migratórios”, vai decidir em breve sobre a aplicação ou não da cláusula de protecção.
Estas restrições, que visam proteger o mercado de trabalho, poderão ser aplicadas à luz da chamada “cláusula de salvaguarda” dos acordos de livre circulação, assinados entre a Suiça e Bruxelas, e que permite ao Governo suíço limitar o número de imigrantes quando a taxa de imigração aumenta. Segundo o director de trabalho da Secretaria Federal de Economia (SECO), Serge Gaillard, a taxa actual de imigração no país é suficientemente alta para adoptar tal cláusula e fixar contingentes, o que só poderá ser feito num período máximo de dois anos. A ministra da Economia suíça, Doris Leuthard, já se mostrou favorável à eventual aplicação desta medida.

Comunidade que mais cresce

Entretanto, o conselheiro Manuel Beja acredita que a eventual decisão de limitar a atribuição de vistos a cidadãos da União Europeia deverá afectar apenas os novos candidatos a imigrantes no país. “A decisão pode ir no sentido de suspender temporariamente a atribuição de novos vistos B (atribuídos por cinco anos) ou suspender a sua renovação. Não acredito que vá neste último sentido porque essas pessoas têm vidas estáveis, com trabalho e filhos na escola”, disse Manuel Beja à Lusa, acrescentando que a maioria dos portugueses residentes na Suíça são titulares de um visto deste tipo.
A comunidade portuguesa é a que mais está a progredir na Suíça, segundo Manuel Beja, que adianta que esta restrição irá impedir a estabilização dos imigrantes e suas famílias no país.
Apesar de admitir que a decisão suíça está prevista no acordo bilateral assinado entre a Suíça e a União Europeia, Manuel Beja considera que se está perante uma medida de “proteccionismo do mercado de trabalho suíço”.
“A Suíça quer manter uma taxa de desemprego estável e é isso que dá origem a esta medida”, frisou Manuel Beja, acrescentando que existe também uma percentagem significativa de portugueses sem trabalho no país. “Já há algum tempo que se nota uma grande percentagem de desempregados portugueses como consequência da crise económica. Fala-se num número superior a 10 mil desempregados”, disse, sublinhando que o desemprego está a afectar principalmente os portugueses que vivem há mais de 20 anos na Suíça. Segundo dados da SECO, o número de desempregados portugueses aumentou de 5.621 em 2007 para 8.144 em Abril de 2009 (um aumento de cerca de 45 por cento). No mesmo período, o desemprego na comunidade imigrante alemã aumentou de 2.867 para 5.337.

http://www.mundoportugues.org/content/1/4713/suica-decisao-autoridades-restringir-vistos-trabalho-podera-afectar-portugueses/
http://causaemigrante.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Conselheiro da comunidade confiante que limitação seja só para novos candidatos

15.05.2009 - 13:26 Por Lusa

Suiça vai
limitar vistos a cidadãos da União Europeia
O conselheiro da comunidade portuguesa na Suíça Manuel Beja disse hoje acreditar que a eventual decisão de limitar a atribuição de vistos a cidadãos da União Europeia deverá afectar apenas os novos candidatos a imigrantes no país.

Suiça quer controlar desemprego através das fronteiras

"A decisão pode ir no sentido de suspender temporariamente a atribuição de novos vistos B - que são atribuídos por cinco anos -ou suspender a sua renovação. Não acredito que vá neste último sentido porque essas pessoas têm vidas estáveis, com trabalho e filhos na escola", disse Manuel Beja, acrescentando que a maioria dos portugueses residentes na Suíça são titulares de um visto deste tipo.

A imprensa suíça tem vindo a noticiar que devido ao aumento do desemprego na Suíça, as autoridades poderão limitar os vistos de trabalho a imigrantes provenientes de 17 países da União Europeia (UE).

A medida, prevista numa cláusula de protecção dos acordos bilaterais que a Suíça mantém com a UE, deverá afectar apenas os chamados vistos B, com duração máxima de cinco anos, atingindo sobretudo as duas comunidades que mais têm chegado ao país após a assinatura do acordo bilateral: a alemã e a portuguesa.

Em 2007, viviam na Suíça 193.300 portugueses, tendo entrado no país nesse ano 15.400, cerca de dez por cento do total dos novos imigrantes. A comunidade portuguesa é a que mais está a progredir na Suíça, segundo Manuel Beja, que adianta que esta restrição irá impedir a estabilização dos imigrantes e suas famílias no país.

Apesar de admitir que a decisão suíça, que deverá ser aprovada na quarta-feira, está prevista no acordo bilateral assinado entre a Suíça e a União Europeia, Manuel Beja considera que se está perante uma medida de "proteccionismo do mercado de trabalho suíço".

"A Suíça quer manter uma taxa de desemprego estável e é isso que dá origem a esta medida", frisou Manuel Beja, acrescentando que existe também uma percentagem significativa de portugueses sem trabalho no país.

"Já há algum tempo que se nota uma grande percentagem de desempregados portugueses como consequência da crise económica. Fala-se num número superior a dez mil desempregados", disse, sublinhando que o desemprego está a afectar principalmente os portugueses que estão há mais de 20 anos na Suíça.

A taxa de desemprego na Suíça subiu nos últimos meses de 2,6 para 3,5 por cento, tendo a Secretaria Federal de Economia (SECO) registado 136.700 desempregados até Abril.

Apesar de a maioria dos estrangeiros desempregados no país ser oriunda da região dos Balcãs (Sérvia, Montenegro e Kosovo), as taxas de desemprego também têm vindo aumentar entre os trabalhadores europeus.

Segundo dados da SECO, o número de desempregados portugueses aumentou de 5.621 em 2007 para 8.144 em Abril de 2009 (um aumento de cerca de 45 por cento). No mesmo período, o desemprego na comunidade imigrante alemã aumentou de 2.867 para 5.337.

A suspensão dos vistos poderá vigorar apenas durante dois anos.

http://www.publico.pt/Sociedade/conselheiro-da-comunidade-confiante-que-limitacao-seja-so-para-novos-candidatos_1380854

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Portugueses afectados se o «não» ganhar referendo na Suíça

Notícias Lusófonas

6-Feb-2009 - 14:53

O embaixador de Portugal na Suíça, Eurico Paes, disse hoje que se o "não" vencer no referendo sobre a recondução do acordo de livre circulação, a realizar domingo, haverá consequências para os trabalhadores sazonais portugueses.

"Se a maioria optar por não prolongar o acordo e a sua extensão à Roménia e à Bulgária, aí há uma consequência grave, sobretudo para a Suíça, que é a caducidade imediata dos acordos com a União Europeia (UE), entre eles o da livre circulação", afirmou à Lusa por telefone o diplomata.

"Todas as pessoas que estão na Suíça ao abrigo deste acordo, entre as quais os trabalhadores sazonais portugueses, deixam de estar protegidas pelo acordo", acrescentou.

No domingo, os suíços vão decidir em referendo sobre a recondução dos acordos que permitem aos cidadãos da UE trabalhar na Suíça, entre os quais o da livre circulação, e o seu alargamento à Roménia e Bulgária, que aderiram à União a 01 de Janeiro de 2007.

Contudo, o embaixador português está convicto de que o resultado do referendo "não seja negativo".

"As últimas indicações são de que possa haver uma vitória do 'sim' porque as pessoas estão conscientes da importância que os trabalhadores estrangeiros representam para a Suíça", afirmou.

De acordo com Eurico Paes, os trabalhadores estrangeiros representam "cerca de 40 por cento da força de trabalho" naquele país.

"Há sectores inteiros em que a maioria dos trabalhadores são estrangeiros, como os serviços hoteleiros", acrescentou.

No entanto, o embaixador reafirmou que, caso vença o "não", a consequências serão apenas para os trabalhadores sazonais e não atingem os emigrantes portugueses legalizados, com residência fixa e trabalho regular.

Também o conselheiro das Comunidades Portuguesas na Suíça Manuel Beja disse acreditar que o "sim" vai vencer porque "a economia suíça é muito dependente do mercado de trabalho da UE".

"É impossível pensar num mercado de trabalho tipicamente suíço, porque é dominado por trabalhadores da União Europeia", disse por telefone à Agência Lusa.

No entanto, Manuel Beja alertou que, apesar de as estatísticas darem a vitória ao "sim", "o número de pessoas favoráveis ao "não" continua a aumentar".

Segundo dados da Embaixada de Portugal na Suíça, existem cerca de 12 mil trabalhadores portugueses sazonais naquele país, numa comunidade de mais de 200 mil emigrantes.

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=21976&catogory=comunidades

terça-feira, 17 de julho de 2007

A Presidência da República concedeu ao Manuel Beja a comenda da Ordem do Mérito

Espaço Português

17 de
Julho de 2007
Agradecimento
Circunstâncias várias levaram S.Ex. o Senhor Presidente da República Portuguesa a atribuir-me as insígnias de comendador da Ordem de Mérito entregue no decorrer da recente passagem pela Suíça do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. António Braga.

Sensibiliza-me e agradeço tão honrosa distinção que partilho com a comunidade portuguesa da Suíça, a qual sempre me acarinhou e respeitou durante mais de três décadas de convivência permanente, no movimento associativo, nas lutas sindicais e nas actividades ligadas ao Conselho das Comunidades Portuguesas.

Nunca me curvei à condição de emigrante. Tenho orgulho de pertencer a essa enorme legião de pessoas “com a pátria no passaporte e algumas vezes sem ela”.

Ainda jovem, deixei as terras de Santa Maria de Alcobaça, percorri meia Europa, e foi aqui, na Suíça, acolhido como trabalhador. Estive sujeito a todas as vicissitudes criadas pela própria condição: clandestino, temporário no tempo do discriminatório estatuto, e agora estrangeiro com residência fixa e sem o direito de voto. Muita coisa mudou, muitas fronteiras caíram e outras se foram moldando. Contudo, e como temos por hábito afirmar: a força de vencer do emigrante, essa fica e remove montanhas!

A todos um muito obrigado!

Manuel Beja

envie também você a sua opinião sobre a condecoração ao Sr. Comendador Manuel Beja

ep@espacoportugues.ch

Manuel Beja

A Presidência da República concedeu ao Manuel Beja a comenda da Ordem do Mérito. Justa e merecida distinção. Justa porque o mérito do nosso compatriota Manuel Beja é evidente e não há emigrante português na Suíça que o conteste. No sector sindical exerceu uma notável actividade em prol da comunidade, esquecendo-se a si mesmo para melhor servir os outros. Depois, uma distinção merecida – e não se arrependa a República – porque a coroa de louros está na cabeça certa.

O perfil do cidadão Manuel Beja é o de um herói sem marca registada, isto é, simples, honesto, trabalhador. Por isso, com direito à menção honrosa da heroicidade do comum das pessoas, embora com muitas valias adicionais.

O Beja é um Alcobacence, já o escrevi uma vez, de alma discreta e contemplativa. Como o gótico austero que ornamenta o Mosteiro da região. Activista na dedicação solidária, discreto porque não acredita na força do barulho, aberto e disponível como o horizonte dos campos que os monges ensinaram a cuidar.

O percurso do sindicalista Beja é de admiração e faz inveja, também já o disse uma vez, aqueles que crescem como as couves de Bruxelas agarradas ao caule, sem encargos, pois.

Há pessoas distraídas, pouco atentas à cidadania que a envolve e contextualiza. Há pessoas fugitivas à paisagem e aos encargos da vida. Passam por este mundo cumprindo rigorosamente a história do personagem que Bernanos retrata no seu romance, “Diário de um Cura de aldeia”. Empoleirado na carroça da quinta, de costas voltadas para a frente, o empregado do patrão ia contemplando distraidamente a paisagem que ficava para trás.

Não vejo o Manuel no personagem do simpático Cura de aldeia. Tão pouco na roupagem do patrão da quinta. Talvez o viandante sentado no banco de trás da carroça mas, ao contrário da história, nunca instalado ou de costas voltadas para a paisagem.

O Beja andou sempre por dois caminhos. O seu e o da comunidade que exemplarmente serviu. Nunca, sublinho, de costas voltadas, nem folgado mercê do conforto. `

Esta é a homenagem que quero prestar a uma amigo que há muito tempo admiro.

Padre Bártolo

Artigo publicado no jornal Gazeta Lusófona

Manuel Beja e Walo Bertschinger agraciados com a comenda da Ordem de Mérito

Manuel Beja e o empresário helvético da construção civil Walo Bertschinger receberam as insígnias da Ordem de Mérito das mãos do Secretario de Estado António Braga, no passado dia 12 de Julho, na residência do Embaixador em Berna. Uma cerimónia simples mas intensa, dado o valor das pessoas agraciadas. Manuel Beja é sobejamente conhecido pela sua defesa intransigente na defesa da comunidade portuguesa, não só como sindicalista mas também como Conselheiro das Comunidades. Já o empresário helvético tem ao activo na sua empresa mais de 700 trabalhadores portugueses e teve uma atitude digna e ímpar quando do acidente rodoviário em França, onde falecerem 8 portugueses, todos eles ao serviço da sua firma, aos quais deu um apoio total para minimizar o sofrimento das famílias afectadas. O Embaixador de Portugal em Berna, Eurico Paes, frisou isso mesmo, no seu discurso de apresentação, enaltecendo de sobremaneira os homenageados em questão. Os novos Comendadores da Ordem de Mérito demonstraram a sua satisfação pelo acto e agradeceram a distinção.

Foram muitas as pessoas que quiseram demonstrar a sua manifestação de alegria e amizade ao Manuel Beja, por esta lembrança por parte do Estado Português, que fez com que a residência do Embaixador estivesse completamente lotada. Foi servido um aperitivo e um excelente leitão da conhecida Casa Dão Lafões.

Parabéns, Parabéns, Parabéns !

É sempre com muita alegria que recebemos as boas noticías, esta é uma delas. Quando um português, cidadão e trabalhador do Mundo, emigrante , presta serviço ao seu País e ao seu Povo, não é de estranhar que lhe rendamos homenagem, embora esta seja mais singela, convenhamos.

Estamos ainda mais felizes e gratos que esta justa e merecida condecoração lhe seja dada agora , é que normalmente, só se prestam "homenagens" a título póstumo, infelizmente.

A excepção fugiu à regra, felizmente, e mais vale tarde que, nunca, diz a sabedoría popular!

Bem hajas Manuel Beja , muito obrigado por tudo quanto tens dedicadamente feito e dado, em prol de Portugal e dos teus compatriotas, e não só, tornando assim os nossos dias de emigrantes menos amargos.

Um fraterno abraço

Mariana e Mário Correia

Genève

17 de Julho de 2007

Parabéns Manuel Beja

Felicito o Conselheiro Manuel Beja com estas frases de um poema de José Fanha " Eu sou Português Aqui "

Manuel Beja : Um português aqui mas nascido deste lado, do lado de cá da vida.

Muito obrigado

Mariana Correia

17 de Julho de 2007

Caros amigos, a estima que tenho por a equipa de Rádio Lora, Espaço Português, Manuel Beja, é tanta que não me perdoaria a mim mesmo se não comentasse esta situação " A Condecoração de Manuel Beja".

Viva... foi necessário arte, engenho, estudos de impacto político,tantos anos, e outros tantos governos, para descobrir aquilo que por demais era óbvio. A Condecoração do Manuel Beja. Claro que é mais do que merecida, somente tem muitos, e muitos anos de atraso, isto só, porque o Manuel não procura condecorações, mais sim soluções, para os problemas da comunidade portuguesa sem destinações politicas ou religiosas, porque o Manuel nunca fez, e estou certo que nunca o faria, que é, trabalhar para a comunidade a espera de ser condecorado, Não, o Manuel não faz parte dessa classe perseguidora de títulos, o Manuel é único, genuíno, verdadeiro, empenhado, sem nunca renegar os seus princípios ideológicos, por tudo isto e muito mais o governo chegou atrasado, porque o Manuel Beja, a muito que foi condecorado pela comunidade Portuguesa que o respeita, que o admira, e que o estima. por que sei, que a maior condecoração que se poderia dar ao Manuel Beja seria o governo resolver os inúmeros problemas que a comunidade Portuguesa atravessa. Estou certo que essa é a maior Condecoração que um grande Português como Manuel Beja deseja receber.

Parabéns Manuel tenho orgulho de ser teu amigo.

Manuel Pepe

17 de Jullho de 2007

Manuel Beja Homenageado

Homenagem a um Homem que ama o seu Povo, e o seu País.

Não podia deixar de me associar à tão Louvável Homenagem,

ao Ex.mo Senhor Manuel Beja.

O reconhecimento público veio, nem cedo, nem tarde.

Proventura no tempo certo. Honra ao Mérito, à tenecidade e afinco do devotado Dirigente Sindical, entre muitas outras funções etc. Elevemos bem alto as taças pela obra realizada, mas ainda não acabada.

O Senhor Manuel Beja, um Homem que ao longo de muitas décadas, com especial coragem e convicto das suas decisões, sempre soube honrar os compromissos assumidos.

Várias Pessoas associaram-se ao acto, reverenciando a dedicação extrema do Homenageado a uma causa nobre, que sempre se pautou pela intransigente defesa dos valores da Comunidade Portuguesa em geral, por Terras da Confederação Helvética.

Faço votos para que, o Ex.mo Senhor Manuel Beja, poça continuar com o mesmo entusiasmo de sempre. A Comunidade Portuguesa na Suíça, continua em dívida para com o Senhor Manuel Beja.

Associo-me naturalmente à tão Honrosa quanto merecida Homenagem.

Obrigado Ex.mo Senhor Manuel Beja!..

Florêncio Carneiro

Presidente da, Federação Portuguesa de Folclore e Etnografia na Suíça.

17 de Julho de 2007

http://www.espacoportugues.ch/condecoracaomanuelbeja.htm

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Trabalhadores na Suíça impedidos receber subsídio de desemprego

Notícias Lusófonas

22-Dec-2005 - 19:28

O conselheiro das comunidades portuguesa na Suíça alertou hoje que dezenas de portugueses que trabalham sazonalmente naquele país estão a ser impedidos de receber o subsídio de desemprego a que têm direito quando regressam a Portugal.


Manuel Beja, sindicalista na Suíça, explicou à Agência Lusa que as queixas que tem recebido são sobretudo de trabalhadores portugueses que se dirigem aos centros regionais do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Viana do Castelo e Vila Real.

Contactado o presidente do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Francisco Madelino, esclareceu que os trabalhadores portugueses devem apresentar o documento para requerer o subsídio de desemprego nos Centros Distritais da Segurança Social.

Francisco Madelino adiantou que "os centros de emprego nunca recusaram qualquer inscrição para emprego, tendo sido emitidas as respectivas declarações com vista a dar sequência aos pedidos de prestações de desemprego por parte dos trabalhadores sazonais junto dos respectivos centros distritais de segurança social (CDSS)".

O mesmo responsável precisou, contudo, que a actuação dos centros de emprego "se resume ao registo do pedido de emprego e da caracterização do candidato como desempregado".

"Depois do centro de emprego emitir uma declaração comprovativa da inscrição no centro de emprego, o trabalhador deverá dirigir-se ao respectivo CDSS para solicitar o pagamento das prestações", disse.

Ao abrigo do acordo assinado em 2002 entre a União Europeia e a Suíça, todos os portugueses que trabalhem pelo menos quatro meses na Suíça têm direito ao subsidio de desemprego, durante três meses, quando regressam a Portugal, sendo necessário a apresentação de um documento assinado pelas caixas de desemprego suíças.

Quando chegam a Portugal, os emigrantes têm sete dias para apresentar o documento.

"Em Vila Real e em Viana do Castelo, os funcionários dos centros de emprego não estão a aceitar o documento, impedindo dezenas de portugueses a receber o subsidio a que têm direito", lamentou Manuel Beja, também responsável pelo pelouro dos assuntos sociais no Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas.

O conselheiro adiantou que há funcionários que além de recusarem dar seguimento ao pedido, ainda fazem o seguinte comentário: "Vem para Portugal roubar o Estado português".

"Enquanto em Lisboa, os funcionários recebem as orientações correctas, na região Norte o mesmo não acontece", afirmou, sublinhando que se sente "chocado com este tipo de atitudes".

Segundo Manuel Beja, estes casos ocorrem desde a assinatura do acordo, tendo sido dado inicialmente "uma certa tolerância" para que os funcionários se inteirassem da lei, mas três anos depois, "isso é inadmissível".

De acordo com o sindicalista, na Suíça há cerca de 30 mil portugueses a trabalhar sazonalmente.

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=12719&catogory=Comunidades

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

Entrevista a Manuel Beja pelo Gazeta Lusófona

Gazeta Arquivos N°74 Novembro 2004 Manuel Beja

Manuel
Beja
“Reconheço que o Movimento Associativo sofre de muitas maleitas. No entanto, não podemos negar os princípios e os grandes valores do associativismo”
“A política do senhor Blocher não escolhe a nacionalidade, sexo ou raça”.
“ Podemos construir uma sociedade muito melhor do que aquela em que actualmente vivemos”
“Somos emigrantes e continuamos a ser estrangeiros aqui e na nossa terra”

Manuel Beja é um nome sobejamente conhecido na nossa comunidade. Faz precisamente seis anos no corrente mês de Novembro, que o Manuel Beja concedeu a primeira grande entrevista ao nosso jornal. Nessa DATA o nosso jornal tinha apenas três meses de idade. Muita coisa mudou entretanto. O percurso do sindicalista e conselheiro das comunidades é por todos reconhecido ao longo de todos estes anos de actividade. E já lá vão muitos.
Gazeta : Desde a nossa primeira conversa, o que mudou na comunidade nestes últimos seis anos?
Manuel Beja : O discriminatório estatuto do temporário que durante décadas afligiu tremendamente a nossa comunidade deixou de existir e entrámos na fase da aplicação do Acordo Bilateral entre a Suíça e a União Europeia.
Este processo passou a garantir a todos nós, novas condições de vida, de emprego e trabalho. Beneficiamos, actualmente, de novos direitos: liberdade geográfica e profissional, facilidades no agrupamento da família, acesso mais rápido ao mercado do trabalho, melhor coordenação dos sistemas de segurança social e outras vantagens. É claro que o Acordo Bilateral não resolveu todas as dificuldades mas simplificou a nossa estadia em muitos aspectos. O significativo aumento da nossa comunidade, com cerca de 170 mil pessoas em Agosto de 2003, prova os efeitos positivos destas mudanças.

Gazeta : O que é que pode mudar no panorama sindical com a fusão que deu origem ao UNIA?
Manuel Beja : O movimento sindical é uma força organizada dos trabalhadores na defesa dos seus direitos e interesses e empenhado no desenvolvimento da sociedade. O sindicato UNIA, recentemente criado, é o resultado da união entre vários sindicatos com objectivos muito claros na defesa de interesses sociais, económicos, políticos, profissionais e culturais dos trabalhadores. São os valores da solidariedade, da igualdade, da liberdade, do desenvolvimento e do direito a viver em paz. O sindicato UNIA é uma estrutura com mais de 220 mil associados. Mais de dez por cento são trabalhadores com passaporte português. Isso reflecte uma ligação profunda entre a Comunidade Portuguesa e o novo UNIA.

Gazeta : O que é que mudou com a entrada do Blocher no Governo suíço, segundo a tua perspectiva?
Manuel Beja : As posições de Blocher são uma ameaça constante contra a democracia, os estrangeiros e os direitos dos trabalhadores. Os resultados do último referendo sobre a naturalização facilitada são disso um claro exemplo. Esses resultados foram sem dúvida influenciados por uma maldosa campanha xenófoba lançada pelo partido desse senhor, a SVP / UDC, com o apoio de certa imprensa. Uma enorme injustiça que afectou todos os estrangeiros residentes na Suíça. Quando se fala de todos, fala-se também de nós, portugueses, dos cidadãos europeus e de outras nacionalidades. A política do senhor Blocher não escolhe a nacionalidade, sexo ou raça.

Gazeta : Não estará, de certo modo, privatizado o Movimento Associativo?
Manuel Beja : Quando os privados se aproveitam das deficiências de funcionamento dos locais associativos devemos também nos questionar se os mesmos continuam a ser associações?
Reconheço que o Movimento Associativo sofre de muitas maleitas. No entanto, não podemos negar os princípios e os grandes valores do associativismo. Ao contrário do que muitos pensarão o projecto associativo tem futuro, e aqui não se trata de qualquer tipo de romantismo e ainda menos de saudosismo. Só por maldade, ou ignorância, se pode menosprezar a importância social, cultural e cívica das associações de emigrantes. A actividade associativa é uma actividade colectiva, voluntária e gratuita dos seus activistas, dos seus associados, à custa do seu tempo de lazer.
Portugal deve apoiar mais estas colectividades. Defendo que o Estado deve definir uma estratégia de apoio às associações de emigrantes e não deixa-las ao abandono como o têm feito. As associações vivem, actualmente, situações de profunda contradição entre os seus objectivos e uma realidade social, política e económica, cada vez mais difícil.

Gazeta : Como Conselheiro das Comunidades, quais são as tuas maiores preocupações de momento?
Manuel Beja : A evolução do Acordo Bilateral e as dificuldades na sua correcta aplicação deixa-me muito preocupado. Existem serviços estatais dos dois países que não estão a corresponder, em tempo útil, ao conjunto dos problemas detectados na coordenação dos sistemas de segurança social, ou na transformação das autorizações de residência dos antigos temporários, actuais " permis L", em autorizações de residência B. Com efeito, existem, ainda hoje, portugueses com 12, 15, 20 e mais anos de Suíça que se debatem contra a recusa por parte das autoridades suíças de darem uma autorização de residência normal, a que têm direito.
Este Acordo está, também, a ser muito mal acompanhado pelas entidades portuguesas. As pessoas não sabem o­nde se dirigir e algumas vezes são induzidas em erro, por funcionários do Estado Português pouco preparados. O alerta aqui fica e espero que alguém se interesse por ele. G

Gazeta : O Conselho das Comunidades está a funcionar em pleno?
Manuel Beja : As atribuições do CCP são aquelas previstas na Lei e é neste âmbito que as suas actividades devem ser desenvolvidas, isto é; como estrutura de consulta do Governo Português. No aspecto da sua funcionalidade eu próprio esperava um pouco mais. A existência do CCP está condicionada a alguns aspectos de grande importância, tais como as verbas destinadas ao seu funcionamento, a questões orgânicas da própria estrutura e, naturalmente, às capacidades de trabalho desenvolvidas pelos próprios conselheiros. No fundo, o CCP são os 97 conselheiros eleitos em representação das comunidades portuguesas espalhadas pelo Mundo, sete dos quais na Suíça.

Gazeta : São Sete conselheiros eleitos pela Suíça mas, nas vossas reuniões locais e na regional da Europa, só aparecem quatro. Podemos saber o que se passa?
Manuel Beja : Confirmo que de uma maneira geral apenas aparecem às reuniões da secção local quatro dos sete conselheiros eleitos, são eles; Fernando Miranda, Jorge Rodrigues, Manuel Figueira e eu próprio, como coordenador da secção. Nunca se fechou a porta a ninguém. Os portugueses que nos elegeram merecem todo o nosso respeito. Assumimos um compromisso perante os portugueses residentes na Suíça. Estamos a cumprir! Assumo, como sempre assumi, as minhas responsabilidades pessoais, quanto aos ausentes…

Gazeta : Que planos é que o CCP Suíça, pelo menos a maioria que se reúne, tem para os próximos tempos?
Manuel Beja : A nossa atenção está voltada para os problemas reais da nossa comunidade dando espaço ao diálogo, ao estudo dos problemas, consultando as pessoas individualmente e as organizações, seja elas associações, clubes, comissões de pais, ou outras. Os problemas que nos colocam são depois levados à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, Assembleia da República, à Embaixada, aos Consulados e também aos organismos oficiais suíços, se for caso para isso. Não colocamos barreiras à nossa actuação mesmo que nos digam que a nossa intervenção ultrapassa as nossas competências, tal como acontece com as dificuldades criadas ao " Projecto Portugal ", curso de formação profissional para os trabalhadores da Construção.
Estamos atentos, intervimos e participamos nas actividades para que somos convidados, como aconteceu recentemente com a conferência sobre o ensino promovida pela Federação das Associações Portuguesas na Suíça. Procuramos desdobrar a nossa acção mas estamos muito limitados às verbas que nos foram concedidas e ao modelo de as requerer.
Como actividades próprias saliento o programado encontro, para o dia 4 de Dezembro, com a comunidade portuguesa residente no Valais, a conferência sobre a evolução do ensino e da língua portuguesa na Suíça, a ter lugar no final do mês de Janeiro próximo e um encontro sobre as condições contratuais dos trabalhadores dos portugueses na Suíça. Encontro que pretendemos organizar com a colaboração dos sindicatos.

Gazeta : Existem contactos com o actual Secretário de Estados das Comunidades Portuguesas, Carlos Gonçalves. Será que o CCP se sente reconhecido pelo mesmo?
Manuel Beja : Nos tempos de deputado, Carlos Gonçalves, era por direito próprio, membro do Conselho Permanente da CP. Conhece bem os conselheiros, os mecanismos de funcionamento do CCP e os problemas que colocamos. Carlos Gonçalves não é um estranho! Pessoalmente tenho por ele consideração mas isso não impede de estarmos em desacordo na maioria das orientações do Governo para as comunidades.
Até ao momento não conseguimos descobrir qualquer sinal de mudança nas orientações políticas para a emigração, nem espero que isso venha a acontecer com um Governo que continua de costas voltadas para as Comunidades. Sabemos que Carlos Gonçalves tem pela sua frente a tarefa difícil de abrir e ligar mais Portugal aos emigrantes espalhados pelo Mundo. Para isso precisamos de uma política diferente que tenha em conta os problemas reais da diáspora. Esta é a realidade e Carlos Gonçalves sabe disso!

Gazeta : Na última sessão organizada pelo Comité Português de Zurique do UNIA o tema do desemprego foi focado pela tua pessoa como um problema que se tem de resolver através da informação. O que podes dizer aos portugueses sobre este assunto?
Manuel Beja : Levantei a questão do acesso ao desemprego para os trabalhadores com limites de trabalho de curta duração. Considero este um problema muito sério e que na prática prejudica mais de 15 mil trabalhadores portugueses. Trata-se do subsídio de desemprego no período da chamada "estação morta". Em termos concretos e mensalmente perdem-se mais de 30 milhões de francos suíços, valores que não entram no porta-moedas dos emigrantes.
A situação é esta: segundo a lei suíça estes trabalhadores têm o direito ao fundo do desemprego descontando 12 meses nos últimos dois anos. Ficando na Suíça podem de imediato inscreverem-se no desemprego e procurar novo posto de trabalho. Até aí, tudo muito bem! Ora, na maioria dos casos, acabando o contrato de trabalho acaba o alojamento posto à disposição pela empresa. Esta situação complica o acesso ao desemprego suíço e á correcta utilização do formulário E 303, garantia de um subsídio de 80 por cento do seu salário. Muitos dos nossos compatriotas para não perderem tudo optam por regressar a Portugal com um outro formulário, o E 301, que lhes garante o direito a uma tarifa diária de 11.50 Euros. Em certos locais recebem essa quantia, noutros esse direito não é reconhecido. Estamos perante uma situação complexa.
Assim, exigimos que os critérios de atribuição do desemprego sejam revistos, tendo em conta os interesses dos trabalhadores, as leis dos dois países e o regulamento europeu 1408/71, garantia de igualdade de tratamento entre os cidadãos europeus. Repetimos, os trabalhadores e Portugal perdem anualmente milhões de francos sem que ninguém se interesse verdadeiramente pelo assunto.

Gazeta : Será que as entidades oficiais estão a par deste problema?
Manuel Beja : Se não estão!... Deviam de estar!

Gazeta : Com a chegada do próximo dia 31 de Maio de 2007, DATA limite para o levantamento dos capitais líquidos dos fundos das Caixas de Pensão, vulgo 2° Pilar, será que a comunidade pode entrar numa forma de histerismo por esse motivo?
Manuel Beja : Já vivi várias fases de loucura, quase colectiva, provocada pelos fundos da caixa de pensão. É bom dizer que isso não acontece apenas aos portugueses, outras comunidades vivem situações emotivas, algumas delas provocadas por interesses um tanto obscuros. Têm medo de perder o seu dinheiro da previdência profissional e isso é uma reacção normal.
Esta situação acontece porque durante muitos anos se falou do 2° pilar como um capital que o emigrante devia levantar ao deixar definitivamente a Suíça. A discussão foi conduzida nesse sentido e não se deu o verdadeiro valor aos reais objectivos do 2° Pilar, que é o complemento da reforma da AVS, Seguro de Velhice e Sobreviventes.
A falta de uma correcta informação tem sido enorme. Perante o actual problema, isto é, os levantamentos dos haveres até ao 31 de Maio de 2007, apenas posso aconselhar uma coisa. Antes de tomarem qualquer atitude em relação ao problema de deixarem, ou não, a Suíça e regressar a Portugal, as pessoas devem procurar um esclarecimento responsável e imparcial. Estou em crer que esta situação vai criar grandes dificuldades aos portugueses residentes na Suíça.

Gazeta : Que perspectivas para o futuro da comunidade?
Manuel Beja : Como não sou profeta tenho alguma dificuldade em responder a essa pergunta. Atrevo-me, no entanto, a afirmar que podemos construir uma sociedade muito melhor do que aquela em que actualmente vivemos. Quando olhamos para o Mundo apercebemo-nos do caos o­nde estamos e a Suíça e Portugal não escapam à crise. Somos emigrantes e continuamos a ser estrangeiros aqui e na nossa terra. Basta este facto para sermos tratados com hostilidade. Resta-nos acreditar nas novas gerações e num futuro com menos desigualdades.

http://www.gazetalusofona.ch/index.php?Itemid=12&id=195&option=com_content&task=view

manuel.beja@bluewin.ch